Utilização do standard cost model na estimação dos custos Regulatórios do regulamento brasileiro de aviação civil Nº. 139 - certificação operacional de aeródromos
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Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
Resumo
Os resultados obtidos pelo processo de certificação operacional pela Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac) e pelo Plano Brasileiro de Segurança do Estado (PSO-BR) deixam
claro que algumas ações regulatórias são necessárias para sanar o desalinhamento estratégico
entre eles. A lista de aeroportos que requereram à Anac a certificação operacional composta por
aeroportos que pretendem iniciar operações de voos regulares (onde os passageiros pagam por
passagens) e, portanto, aeroportos de baixo risco, enquanto outros aeroportos que já operam
voos agendado e, portanto, têm maior risco, não têm esta obrigação, devido à sua inserção na
regra de transição do regulamento de certificação. Este desalinhamento tem origem na regra de
aplicabilidade do regulamento de certificação. O estudo sobre a aplicabilidade ótima do
regulamento de certificação e a seleção para a melhor alternativa regulatória para remediar esse
desalinhamento estratégico deve ser realizado no contexto da análise de impacto regulatório
(AIR). Um dos pontos nodais da AIR é a comparação de custos regulatórios - dos regulados e
reguladores - entre as alternativas regulatórias. Neste ponto, a estimativa de custos regulatórios
se torna um dos fatores-chave para o sucesso do AIR. Por isso, o objetivo deste artigo foi
demonstrar o uso do modelo de estimativa de custos regulatórios denominado Standard Cost
Model (SCM) para uso futuro nos processos de elaboração de AIR para melhoria de regulação
da Anac, ou mesmo de outras agências reguladoras.