Sistema de parques nacionais e reservas biológicas do Brasil
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Fundação Centro de Formação do Servidor Público (FUNCEP)
Resumo
Assistimos nos últimos quatro anos a criação
de vários parques nacionais e reservas biológicas,
que representam cerca de 9.000.000 de hectares, a
grande maioria na Amazônia brasileira, isto em decorrência
da elaboração do Plano do Sistema de Unidades
de Conservação em suas duas primeiras etapas,
o plano é previsto em cinco grandes etapas.
Quanto a planos de manejo foram preparados
24, tanto para parques nacionais como para reservas
biológicas e dois programas de uso público
encontram-se concluídos.
Assim, em termos de planificação muita coisa
já foi feita, no entanto, no que concerne à implantação
e consolidação, pouquíssimas metas foram
atingidas.
O maior problema que o sistema enfrenta é o
da regularização fundiária, recursos financeiros expressivos
seriam necessários para se adquirir as
áreas dos parques nacionais e reservas biológicas,
já criados. Além do mais há que se garantir sua integridade
física, dotá-los de fiscalização adequada, como
também de infra-estrutura para a recepção de
cientistas e estudiosos e para a visitação pública, no
caso de parques nacionais.
O país possui tão-somente 1,5% do seu território
em parques e reservas nacionais - é muito
pouco, mas há que se lutar para, pelo menos, salvar
estas ilhas protegidas e o que vem ocorrendo, infelizmente,
é o contrário. Dois parques nacionais já foram
extintos no Brasil: Paulo Afonso e Sete Quedas;
o primeiro foi criado em 1948 e extinto em 1968; o
segundo criado em 1961 e extinto em 1981; duraram,
pois, cerca de vinte anos cada um.
Muitos diminuíram drasticamente de tamanho
ao longo dos anos e talvez o caso mais expressivo
tenha sido o do Parque Nacional da Chapada dos
Veadeiros, em Goiás, que à época de sua criação,
1961, possuía 600.000 hectares e hoje se encontra
com, somente, 60.000 hectares.
A implantação de um sistema de unidades de
conservação exige muitas pesquisas, levantamentos
e estudos, recursos financeiros significativos, infraestrutura
e manutenção — em geral dispendiosas,
fiscalização sofisticada, etc. Em contrapartida, os benefícios
científicos, culturais, sociais e recreativos
transcendem muito valor monetário empatado. Mas
estas unidades são e devem ser criadas para sempre
e a garantia de sua integridade é nosso dever para
com as gerações presentes e futuras. Todos nós somos
co-responsáveis neste objetivo que beneficiará
o brasileiro e a humanidade em geral.