Bem Cuidado: um modelo integrado com ênfase nas instâncias leves de cuidado.
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Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Resumo
Estudos de gestão de saúde para idosos são prioritários, devido ao aumento da população neste segmento etário, pelo fato de as doenças serem crônicas e múltiplas e pelo alto custo financeiro. Este texto tem como objetivo principal discutir um modelo assistencial que seja mais eficiente e resolutivo, e que seja menos custoso, de modo que os idosos tenham condições de pagar por ele. No entanto, este estudo apresenta uma limitação, pois ao trabalhar com o grupo etário dos idosos, que já são 28 milhões de pessoas no Brasil, sabe-se que eles não formam um grupo homogêneo. Há idosos saudáveis, ricos e os moradores em áreas rurais, que são uma minoria. Além do tamanho deste grupo, há inúmeras diferenças nas crenças, valores, participação social entre outros elementos; portanto os idosos não são todos iguais e os resultados são uma aproximação para a elaboração de políticas de saúde. Este estudo é fundamentado nos trabalhos e pesquisas realizados há mais de vinte ano em uma universidade aberta para a terceira idade, e também em documentos de organismos nacionais e internacionais relacionados com o tema “Saúde e Envelhecimento”. O estudo o estudo propõe uma reorientação do modelo assistencial, um cuidado mais global, valorizando a qualidade de vida, numa lógica que priorize intervenções de baixa intensidade e monitoramento constante, com um médico responsável por uma carteira de clientes e acompanhando cada um nas diferentes configurações de cuidados. Propõe-se um tratamento médico integrado, com fluxo de ações educativas, promoção da saúde, prevenção de doenças evitáveis, postergação de doença, intervenção de cuidados precoces e reabilitação. Todos esses elementos permitem que o idoso usufrua da grande conquista da vida atual, que é viver mais.