Menção honrosa na categoria profissional: Concentração, polarização e dependência espacial da bioeletricidade florestal no Brasil (2000-2019)
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VII Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal
Resumo
A geração de eletricidade por meio da biomassa florestal está relacionada com a dinâmica do mercado
florestal, esta biomassa é um recurso importante tanto no suprimento energético mundial, quanto na
mitigação das emissões de gases do efeito estufa. O Brasil apresenta vantagens comparativas para
que os recursos florestais sejam uma alternativa viável para incrementar a oferta interna de energia.
Assim, em busca de compreender os aspectos regionais das termoelétricas de base florestal, auxiliar
investimentos e a orientação de políticas públicas, este trabalho analisou a concentração, a polarização
e a dependência espacial da bioeletricidade florestal no Brasil, de 2000 a 2019. Os dados da outorga
das termelétricas de biomassa florestal foram obtidos da Agência Nacional de Energia Elétrica
(ANEEL). Para economia regional, utilizaram-se os indicadores de concentração, de polarização e a
análise exploratória de dados espaciais. No Brasil, a oferta outorgada de eletricidade de biomassa
florestal cresceu de 562,90 MW e 11 termelétricas, em 2000, para 3.532,61 MW e 115 termelétricas, em
2019, com uma taxa média anual de 13,20% a.a. para quantidade de termelétricas e 10,15% a.a. para
potência outorgada. Os principais estados produtores foram: Paraná, Bahia, Espírito Santo e Mato
Grosso do Sul. Para a concentração estadual, o CR(4) e o CR(8) apontaram concentração média a
moderadamente alta e o HHI inferiu uma distribuição atomizada. Houve um aumento na polarização
estadual e entre usinas, proporcionado pela outorga das térmicas à licor negro, a partir de 2013. Nas
análises exploratórias de dados espaciais, o índice local (IMoran_Local) evidenciou a existência clusters
de alta potência, destacando-se o eixo Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, e as térmicas do Paraná
e do Mato Grosso do Sul. Pode-se concluir que o desenvolvimento deste trabalho contribuiu para
uma melhor compreensão espacial do mercado da bioeletricidade florestal brasileira.