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Do bolsa família ao bolsa família: uma avaliação dos tropeços e dos acertos comunicacionais do Governo Federal na relação interfederativa para a gestão descentralizada dos programas de transferência de renda no Brasil durante a pandemia

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A pesquisa aborda o período entre o “antigo” e o “novo Bolsa Família”, ou seja, as transições entre programas que ocorreram entre 2020 e 2022 – as 3 fases do Auxílio Emergencial e o Auxílio Brasil e lança luz sobre a necessidade de se construir uma comunicação pública estratégica e integradora das dimensões que envolvem o processo de Comunicação Pública – governamental, participativa, política e científica. Sob um enfoque epistemológico dos estudos críticos, a partir de uma visão de design de serviços com foco no usuário, e considerando a força da atuação discricionária da burocracia de nível de rua na implementação e na transformação das políticas públicas, o objetivo é avaliar a qualidade dos conteúdos e das ferramentas de comunicação do Governo Federal voltadas a gestores locais de programas de transferência de renda no Brasil, a partir da percepção deles próprios sobre os diversos aspectos que envolvem a Comunicação Pública e Governamental, além de diagnosticar a natureza dos ruídos comunicacionais que ocorreram nesse período de mudanças intensas e de necessidades de gerir crises sociais e econômicas de alto impacto. Seriam eles frutos daquele contexto político ou a conjuntura deu luz a uma crise comunicacional que já existia na alta burocracia? A metodologia, predominantemente qualitativa com uma etapa quantitativa, baseou-se na aplicação de um questionário entre novembro e dezembro de 2022. Os participantes foram prospectados aleatoriamente, por convites enviados diretamente ao público-alvo da pesquisa – gestores municipais e coordenadores estaduais dos 5.560 municípios brasileiros, e obteve 1.084 respostas completas e válidas de 996 municípios diferentes de todos os estados brasileiros – dos quais, 76% de pequeno porte (até 50 mil habitantes). Em sua conclusão, o estudo traz aspectos como cultura de valorização da pauta comunicacional em nível estratégico e alinhamento de inovações tecnológicas a fluxos humanizados como caminhos para uma Comunicação Pública eficiente.

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