Categoria Profissional 1º Lugar: Determinantes da viabilidade financeira no investimento em concessões florestais
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VII Prêmio Serviço Florestal Brasileiro
Resumo
O objetivo do trabalho foi identificar quais os fatores que determinam a viabilidade financeira no
investimento em concessões florestais. Para isso foram analisadas as empresas concessionárias Ebata
e Cemal. Foram utilizadas informações referentes aos dados financeiros das empresas e aplicados os
métodos de Análise de Investimentos (Valor Presente Líquido, Valor Anual Equivalente, Custo Médio
de Produção e Taxa Interna de Retorno Modificada) e de Risco (Análise de Sensibilidade). Além da
análise financeira foram analisados os contratos das empresas com o Serviço Florestal Brasileiro.
A Ebata processa a madeira explorada e foram construídos três cenários com três fluxos de caixa,
o 1° com o volume máximo permitido por lei de 25,8 m³/ha, o 2° correspondente ao valor médio real
explorado de 20 m³/ha e o 3° com o volume real explorado com valores deflacionados tendo o ano
de 2012 como base. A Cemal até o final do estudo estava em seu primeiro ano de exploração e por
isso, tem a permissão de vender a madeira em tora. Durante o primeiro ano foram explorados em
média 13,24 m³/ha e os dados foram usados para tomada de decisão. A análise de sensibilidade para
Ebata foi feita simulando rendimento em campo, rendimento em serraria, no preço da madeira em
pé e nos custos do produto serrado. A análise de sensibilidade mostrou que a Ebata necessitaria de
rendimento em campo superior a 22 m³/ha e em serraria maior que 45%. O custo ideal de produto
serrado deveria ser de R$1.015,11/m³ e o preço da madeira em pé de R$71,71/m³. Para Cemal mesmo
alterando os valores de simulação para mais ou menos 10 e 20% a empresa teria resultados positivos
com a concessão. Pode-se concluir que os determinantes da viabilidade no investimento financeiro
em concessões florestais são: volume de madeira explorado em campo, rendimento no desdobro de
toras, preço da madeira em pé e os custos inerentes aos produtos serrados. O comprometimento
do concessionário com um primeiro desdobro da madeira explorada implica na inviabilidade do
investimento no caso estudado, portanto, a venda da madeira em tora se mostra mais atrativa ao
concessionário nas condições estudadas. Observou- se nos contratos uma curva de aprendizado do
Serviço Florestal Brasileiro, demonstrando o empenho do órgão gestor em adequá-los desde o início
das concessões no país.