Qualidade de vida no trabalho (QVT) na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa): uma proposta contra-hegemônica, orientada para resultados de efetividade e construída com a teoria da mudança
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Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
Resumo
Este trabalho apresenta melhorias para o processo de gestão de Qualidade de
Vida no Trabalho (QVT) na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A QVT tem sido objeto de preocupação para os diferentes atores do mundo do trabalho
(dirigentes, gestores, trabalhadores, usuários/clientes/beneficiários, cientistas) há, pelo
menos, 70 anos, seja pela posição central que o trabalho assume na vida das pessoas,
seja pela importância que a temática tem dentro das organizações, no intuito de
minimizar o mal-estar e o sofrimento dos espaços laborais, seja pelo interesse que a
academia apresenta em avançar na compreensão da tríade indivíduo, trabalho e
organização.
Se a QVT tem estreita relação com os resultados de uma organização, para o
setor público esse tema ganha relevância ainda maior, em razão das consequências,
sobre os trabalhadores, das crescentes demandas da sociedade em torno da eficácia,
eficiência e efetividade das políticas públicas. A Embrapa, atenta a esse cenário, vem
trabalhando com ciclos de gestão de QVT em suas Unidades desde 2007/2008. O que
pode ser observado na empresa nesses ciclos é que o diagnóstico, a execução, o
monitoramento e a avaliação de QVT têm interessantes espaços para aprimoramento,
especialmente no que diz respeito à orientação para impactos, ou seja, transformações
efetivas no estado de determinados alvos. Assim, este trabalho oferece alternativas
para gerenciar o processo de QVT com base nessa premissa.
Após esta Introdução, as seções 2, 3, 4 e 5 mapeiam o referencial teórico
utilizado: QVT, Gestão Orientada para Resultados, Teoria da Mudança e a relação
entre eles. A seção 6 se ocupa da metodologia de elaboração do trabalho. Em 7 são
apresentadas experiências de organizações da Administração Pública com o processo
de gestão de QVT, incluindo a da Embrapa. A proposta, com suas frentes de atuação e
riscos, é delineada na seção 8. Há, finalmente, considerações finais e referências
utilizadas, dispostas nas seções 9 e 10, respectivamente. A próxima seção, então,
inicia a discussão sobre o referencial teórico.