Princípios e problemas de governo
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Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP)
Resumo
O governo na antiguidade, ou, melhor, em todas as épocas, tem por base uma certa dose de mistério. Especialmente no mundo antigo, onde os governantes acreditavam que seus poderes provinham de entidades espirituais, a vontade soberana só podia manifestar-se através dos eleitos. Os monarcas prosperaram durante muitos anos na suposição de que havia um laço místico entre eles e as divindades e, ainda hoje, existem algumas
nações que estão sob o domínio da teoria do direito divino dos respectivos governantes. Restos dessa atitude em face do govêrno são as idéias de que êle está acima dos governados, de que os indivíduos que exercem o poder não fazem parte da humanidade comum e que se lhes deve uma reverência de certo modo temerosa. De outro lado, nos países quo são organizados democraticamente, o governo é tido como um meio para atingir um fim, um instrumento pelo qual se pode satisfazer não só os interesses dos que desempenham funções públicas como, também, as necessidades políticas, econômicas e sociais de todos os cidadãos. Supõe-se que, nas democracias, o poder supremo de controle é exercido pelo menos por uma maioria do povo, cuja vontade se exprime por intermédio de uma opinião que se manifesta objetivamente nas urnas eleitorais e que serve, subjetivamente, de
freio sôbre as autoridades públicas.