Título: Capacidades estatais e o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS: quando a solução se torna o problema – estratégias compensatórias e erosão institucional
Autor(es): OLIVEIRA, Kaio Barros de
Contribuidor: VIEIRA, Lucas Moura
Idioma: Idioma::Português:portuguese:pt
País: País::BR:Brasil
Tipo: Dissertação
Data: 2025
Detentor dos direitos autorais: Escola Nacional de Administração Pública - Enap
Termos de uso: Termo::Licença Padrão ENAP: É permitida a reprodução e a exibição para uso educacional ou informativo, desde que respeitado o crédito ao autor original e citada a fonte (http://www.enap.gov.br). Permitida a inclusão da obra em Repositórios ou Portais de Acesso Aberto, desde que fique claro para os usuários esses “termos de uso” e quem é o detentor dos direitos autorais, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Proibido o uso comercial. Permitida a criação de obras derivadas, desde que respeitado o crédito ao autor original. Essa licença é compatível com a Licença Creative Commons (by-nc-sa).
Classificação Temática: Governança
Resumo: Esta dissertação investiga a capacidade estatal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na implementação da política previdenciária brasileira, analisando a interação entre a erosão de seus recursos estruturais e a crescente dependência de estratégias compensatórias. A pesquisa adota um estudo de caso longitudinal (2013–2024), combinando análise documental e séries históricas de dados administrativos obtidos via Lei de Acesso à Informação. Os resultados demonstram que o INSS opera sob um desequilíbrio estrutural persistente, no qual a redução da capacidade administrativa permanente induz à ativação recorrente de mecanismos extraordinários, como programas de bonificação e forças-tarefa. A principal contribuição teórica do estudo é a formulação do conceito de “Dilema das Estratégias Compensatórias”, caracterizado por um ciclo vicioso em que soluções emergenciais sustentam o desempenho no curto prazo, mas ocultam déficits estruturais, fragilizam a governança e comprometem a profissionalização. Evidencia-se que a perda de cerca de 40% do quadro de servidores, a instabilidade tecnológica e a fragilidade da política de capacitação não são fenômenos isolados, mas expressões de uma disfunção institucional mais ampla. Embora associadas à melhora de indicadores operacionais, as estratégias compensatórias consolidam um modelo de gestão reativo e insustentável, no qual a lógica da emergência prevalece sobre o planejamento estrutural de longo prazo.
Palavras-chave: Capacidade Estatal;  Capacidade Instalada;  Estratégias Compensatórias;  INSS;  Política Previdenciária;  Gestão Pública
URI: http://repositorio.enap.gov.br/handle/1/9728
Aparece nas coleções:Mestrado Enap - Dissertações e Projetos de Intervenção
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