Governança Corporativa de Conglomerados Financeiros Estatais
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Resumo
A atuação do Estado como empreendedor é bastante marcante no Brasil por meio das empresas
estatais e de capital misto, que adquiriram no decorrer um caráter cada vez complexo em virtude
da cisão de partes do negócio em subsidiárias e da aquisição de outras participações societárias,
inclusive minoritárias, para cumprimento das estratégias corporativas.
Esses processos conduziram à formação de conglomerados estatais composto por inúmeras
companhias, estatais e privadas, com subsequente necessidade de uma gestão societária robusta
para as decisões de composição do portfolio de participações.
Nesse sentido, a aprovação da Lei 13.303/2016 trouxe uma série de instrumentos e premissas
para o estabelecimento de estruturas com fulcro no aprimoramento da governança corporativa
das empresas estatais, com destaque para a governança de participações societárias.
O presente trabalho buscou avaliar, através do estudo de caso da Caixa Econômica Federal,
como conglomerados financeiros estatais se adequaram a partir de 2016 sob o prisma das
mudanças legais, regulatórias e autorregulatórias.
No exemplo apreciado, um conglomerado estatal de grande porte comparativamente à média,
observou-se ajustes de estrutura organizacional e de instâncias de governança, em linha com as
proposições dos três eixos analisados.