Avaliação biopsicossocial da deficiência: análise comparativa entre os perfis de beneficiários de políticas públicas
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Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
Universidade de Brasília (UnB)
Universidade de Brasília (UnB)
Resumo
O Índice de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBrM) foi aprovado em 2020 como um
instrumento base para a avaliação da deficiência e deverá ser utilizado para implantação de um sistema
unificado a ser adotado pelo Governo Brasileiro, conforme prevê a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa
com Deficiência (BRASIL, 2015).1 O índice atualiza o sistema vigente de avaliação, saindo do modelo
de Classificação Internacional de Doenças (CID) para a Classificação Internacional de Funcionalidades
e Incapacidade em Saúde (CIF) e, portanto, adotando critérios biopsicossociais. Desde a Convenção
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência — aprovada pela ONU (2006) e ratificada pelo Brasil
(2008) — discute-se no Brasil novo modelo de avaliação da deficiência, baseado não apenas na visão
biomédica (que a entende a deficiência como uma patologia ou impedimento do indivíduo), mas na
compreensão de que a deficiência resulta da interação desta lesão com as barreiras sociais que impedem
a participação plena da pessoa na sociedade.