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Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)
Revista do Serviço Público (RSP)
Revista do Serviço Público (RSP)
Resumo
Tanto no magistério, quanto na pesquisa lingüística (e, quando se confessa a
si mesma, na filológica), quanto na opinião pública que se crê titulada para
pronunciar-se a tal respeito, nela incluídos escritores, magistrados, jornalistas,
comunicólogos, profissionais da palavra, há, no Brasil, certo consenso em que o
estado da língua, escrita ou falada, é, nesta nossa contemporaneidade, algo que
deixa tanto a desejar, que chamar caóticos aos usos que se vêm fazendo da
língua é quase eufemismo.
Proponho-me aqui tentar alinhar algumas das razões que militariam para
aquela impressão, alinhando, em seguida, algumas sugestões que possam, talvez,
quer esclarecer aspectos relevantes da questão, quer encaminhar um melhor
tratamento social da mesma, quando haja uma didática a ser preconizada. Como
tudo aqui é opinião pessoal que não engaja a de ninguém, seria bom, creio, que,
subseqüentemente, outros, mais titulados do que eu e se possível em linguagem menos obscura que a minha, se pronunciassem
a respeito, pois é de crer que em
breve futuro algumas decisões normativas
se venham a aconselhar, razão por que um
debate desse tipo só poderá ser salutar.