2º lugar: gerência da expectativa de retorno do sonegador e simulação de estratégias fiscais
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Receita Federal do Brasil (RFB)
Resumo
Usando um simulador de estratégias fiscais, mostramos que, para
contribuintes com tendências idênticas e uma força fiscal idêntica, algumas
estratégias fiscais conseguem vencer a sonegação, enquanto outras quase não
têm impacto sobre ela. Mostramos também que métodos preditivos de alta
qualidade são importantes, mas que, mesmo um método preditivo perfeito,
falha em vencer a sonegação quando não é associado a uma estratégia fiscal
adequada. Também demonstramos que as estratégias vencedoras não são as
que maximizam a precisão da fiscalização e sim as que, mesmo realizando
muitas fiscalizações sem resultado imediato, gerenciam a expectativa de
retorno do sonegador, um conceito que equivale a uma versão quantificada da
noção de presença fiscal. Fica também demonstrada a importância do emprego
das autorregularizações e são apontados alguns cuidados em sua forma de
uso. Considerando as perdas e ganhos hoje possíveis para um sonegador,
mostramos que induzir as empresas à conformidade é difícil e pode demorar
muito. Por fim, propomos uma estratégia para facilitar essa tarefa, cuja base é a
regularização parcial dos impostos devidos.