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Ensaios sobre a história dos hospitais

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Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP)

Resumo

O homem, — êsse caniço pensante, como disse Pascal e que se diferencia do resto da criação zoológica pelo “senso moral”, como classificou Darwin — sobreviveu aos tratamentos a que foi submetido por curandeiros, boticários e físicos de antanho, graças à resistência da máquina humana que a Natureza, em sua sabedoria, proveu de inúmeras defesas. Com a exposição desta coletânea variada da matéria médica antiga, esparsa em grande número de publicações, não queremos menosprezar a sabedoria dos nossos antecessores, que possuíram verdadeiros luminares nas artes, na ciência e na filosofia. Foram êles, sem dúvida, os degraus que nos permitiram atingir o grau cie cultura atual. Não poderíamos,* portanto, deixar de reverenciar aqui a memória dos sábios egípcios, por exemplo, que há milhares de anos registraram, em monumentos e papiros, a sua sabedoria, que enche de admiração nossos cientistas e provocam palavras como estas do Abade Moreux, diretor do Observatório de Burgos : “Chamar em auxílio tôdas as ciências; despender, durante séculos, enormes trabalhos e esforços; melhorar os métodos de observação; aperfeiçoar a técnica; continuar, com afinco, a tarefa dos antecessores; levar a um ponto inimaginável a exatidão dos cálculos; e, no fim, descobrir o que há quatro mil anos estava descoberto, não é o mais decepcionante pensamento que possa ter o espírito de um cientista?”

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