Tecnocracia e democratização: os gestores públicos federais e as políticas econômicas e sociais pós-constituição de 1988
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Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP)
Resumo
Este artigo tem um caráter exploratório. É parte inicial de um estudo sobre a formação de elites no
setor público brasileiro nas últimas décadas. Envolve breves exercícios de reconstrução histórica e
problematização teórico-metodológica. Questiona em que medida as tendências de democratização
política e modernização administrativa que se seguiram ao fim do Regime Militar no Brasil tiveram
impactos sobre a composição, identidade e modos técnicos e políticos de atuação do alto
funcionariado do poder executivo federal. Tem como alvo específico de análise a categoria dos
Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, EPPGG, pela singularidade de seu
formato e atribuições e por sua proximidade com os modelos mais recentes de reforma e
racionalização administrativa. O texto foca as condições ligadas à criação e inserção dessa carreira
no campo burocrático, mas tem a pretensão de, em um plano micro-sociológico, elucidar alguns
aspectos relativos à socialização de decisores e formação de mandatos e circunscrições profissionais
na área de gestão pública. Finaliza com algumas questões sobre dois cenários fundamentais: os
Ministérios da Fazenda e da Educação, pela importância relativa de cada um deles na coordenação
das políticas governamentais na área econômica e social, e pelos significativos contrastes
organizacionais entre ambos.