Avaliando o impacto da política de privatização de aeroportos brasileira: uma abordagem por controle sintético
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Prêmio SEPLAN de Monografias
Resumo
Nos últimos 6 anos, o mercado aeroportuário brasileiro passou por mudanças significativas, com o avanço do programa de privatizações do Governo Federal. Durante quase 40 anos, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero foi responsável pela administração dos principais aeroportos do País, no que se poderia caracterizar como um monopólio estatal1. Em apenas três anos, de 2011 a 2014, seis dos maiores aeroportos do País foram concedidos à iniciativa privada, em três rodadas diferentes de concessão. Com isso, cerca de 50% do tráfego aéreo doméstico de passageiros e quase 100% do tráfego internacional são realizados, atualmente, em aeroportos operados pela iniciativa privada. Este trabalho tem como objetivo realizar a primeira avaliação de impacto da política de privatização de aeroportos brasileira.
Para isso, buscaremos responder à seguinte pergunta: o diferencial de eficiência entre empresas privadas e a Infraero, revelados pelos grandes ágios verificados em cada um dos leilões de privatização, de fato, refletem uma eficiência muito superior das empresas privadas na operação dos aeroportos? Se sim, vamos buscar quantificar este diferencial de eficiência. Avaliaremos, assim, se as empresas privadas foram capazes, no curto prazo decorrido desde a privatização dos aeroportos, de aumentar significativamente a geração de valor a partir da operação dos ativos privatizados.