1º Lugar: O perfil dos apostadores de loteria no Brasil: análise de Box-Cox Double Hurdle Model com microdados da POF 2017-2018
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3º Prêmio Secap de Loterias - 2019
Resumo
O Jogo Responsável abrange políticas e práticas para a proteção dos
apostadores, especialmente pessoas vulneráveis, e a prevenção ao jogo
compulsivo. Nesse sentido, é importante o conhecimento do tamanho,
características e composição demográfica do mercado de apostadores. Com
base em dados da Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018, analisaram-se
os gastos da população em nove modalidades lotéricas no Brasil: Mega-Sena,
Dupla-Sena, Lotomania, Lotofácil, Quina, Loteca, Lotogol, Timemania e Loteria
Federal. Os resultados mostraram que, em um ano, quase 6 milhões de pessoas
apostaram na loteria (4% da população adulta). Em média, entre apostadores,
há maior proporção de homens, brancos, pessoas de referência na família,
entre 50 e 64 anos de idade, do meio urbano, da região Sudeste, com trabalho
no setor privado e renda pessoal de até 2 salários mínimos. Cada apostador
gastou em média 65 reais mensais na loteria, sendo os apostadores da Mega-
Sena e da Loteria Federal aqueles com maiores gastos médios. Os apostadores
mais velhos chegaram a gastar quase o dobro dos mais jovens. Na presença
de variáveis de controle, a análise multivariada mostrou que quanto maior
a renda maior a probabilidade de mais gastos com loteria. Os homens mais
velhos de referência da família não só apresentaram maior probabilidade de
participação no mercado de loterias como, em média, também apresentaram
probabilidade de maiores gastos. Por fim, este estudo levanta possibilidades de
políticas e práticas de Jogo Responsável como, por exemplo, a promoção da
educação financeira dos apostadores e a avaliação do impacto das políticas de
jogo responsável.