Qualidade de vida no teletrabalho obrigatório na administração pública: preditores individuais
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Escola Nacional de Administração Pública (Enap)
Resumo
O gerenciamento dos impactos causados pela pandemia da Covid-19 impõe diversos desafios
para as organizações que precisaram se adaptar ao teletrabalho de forma emergencial e obrigatória.
Nesse cenário, onde os trabalhadores foram obrigados a desenvolver suas atividades de forma remota
e sem planejamento prévio, a presente pesquisa, realizada com 5.695 servidores públicos brasileiros,
busca identificar os níveis de Qualidade de Vida no Teletrabalho de teletrabalhadores obrigatórios de
diferentes organizações públicas, bem como verificar a influência das características individuais e
funcionais sobre as dimensões desse construto. Os resultados demonstraram, em geral, a
predominância de representações de bem-estar e de qualidade de vida no teletrabalho, evidenciando
também, possíveis fontes de mal-estar quanto a sobrecarga decorrente do teletrabalho obrigatório.
Também foi possível observar que características individuais e funcionais influenciam a percepção de
suporte tecnológico e os níveis de qualidade de vida no teletrabalho. Esses resultados ratificam a
necessidade de uma seleção cuidadosa dos teletrabalhadores, da definição clara e justa de metas e do
direito a desconexão do trabalho.