Auditores Internos Governamentais da Controladoria-Geral da União: como preferem atuar, de forma didática ou repressiva?
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Resumo
O presente estudo tem como objetivo explorar variáveis que direcionam a atuação dos
auditores internos da Controladoria-Geral da União (CGU), considerando que as
diferentes formas de atuação podem produzir efeitos sociais, por vezes, contraditórios.
Destaca-se que a profissão do auditor é lastreada na independência profissional e no
julgamento profissional, o que significa que suas decisões são, ao mesmo tempo, livres
de interferências, e baseadas em suas experiências e em seus conhecimentos. A análise
de dados baseou-se na construção elaborada por Pires (2009), o qual identificou dois
estilos de implementação da política pública executada por Auditores Fiscais do Trabalho
(AFT): abordagem repressiva e abordagem pedagógica. Em princípio, de forma a
contextualizar o atual momento da instituição, foi relatado, desde os primórdios, o
histórico da função de auditoria interna no governo federal brasileiro. Os dados foram
coletados por meio de survey com amostragem probabilística, respondido por 277 dos
1054 servidores da CGU que realizam auditorias. Paralelamente, foram realizadas 11
entrevistas com gestores da Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) para o
entendimento das causas dos achados obtidos com o survey. Os dados coletados indicam
que as escolhas dos auditores podem ser afetadas, principalmente, pela lotação (em
Brasília ou em Regionais) e pelo tempo de serviço dos auditores.