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E o salário, ó!: uma análise dos retornos salariais do mestrado nos primeiros anos pós-titulação

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Este trabalho é composto por um artigo cujo objetivo é estimar o retorno de curto prazo do mestrado, considerando a área de formação, o nível de excelência do curso, a região (capital/interior) e a compatibilidade entre formação e área de atuação. Foram utilizados dados em painel confeccionados a partir do cruzamento do Cadastro de Discentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Relação Anual de Infor mações Sociais (RAIS), rastreando a trajetória laboral no mercado formal dos titulados no Brasil. Estimativas de impacto nos salários foram obtidas por meio de modelos de mínimos quadrados ordinários (MQO), efeitos fixos do tipo Two Way (TWFE) e da metodologia de Callaway e Sant’Anna (2021) (CS). Os resultados indicam retornos por MQO de 21% para o vínculo principal e 26% para todas as ocupações, e em alguns casos, negativos (quando analisadas as áreas de formação), especialmente em áreas como artes, ciências biológicas, exatas da terra e humanas. As estimativas por efeitos fixos mostram um retorno médio de 7% (vínculo principal) e 8% (todas as ocupações). Por (CS) obtêm-se 10% (vínculo principal) e 12% (todas as ocupações). Os resultados sugerem retornos maiores quando considerados os salários de todas as ocupações, indicando que o mestrado possibilita acessar empregos adicionais que pagam marginalmente melhor do que o emprego principal. O retorno é maior para indivíduos que atuavam em uma área diferente do mestrado, mas passam a atuar na mesma área após a titulação.

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