O aperfeiçoamento dos servidores do Estado
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Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)
Revista do Serviço Público (RSP)
Revista do Serviço Público (RSP)
Resumo
A preocupação com a qualificação do servidor público não é um tema recente. A
primeira experiência de profissionalização do serviço público remonta à criação do
Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), em 1938. A existência do
órgão permitiu que fosse iniciada reflexão sobre a burocracia de Estado: seu
dimensionamento e necessidade de formação e capacitação, entre outras questões.
O texto a seguir foi produzido por um dos quadros técnicos do Dasp, em 1942 – há
cerca de 70 anos. Naquele período já existia preocupação com o aperfeiçoamento constante
do servidor. O autor argumenta não somente em favor desse aprendizado constante,
mas também pela necessidade de um bom curso de formação inicial para as carreiras, o
que – segundo ele – não era comum naquela época.
Conforme o autor, “de nada adianta ensinar processos novos a quem ainda não conhece
os métodos velhos”. Alguém discordaria? Entretanto, a busca pela novidade, pelo guru
da moda (aquele que tem a resposta para os problemas) é uma constante no cenário dos
dirigentes. Não seria isso resultado de um problema de formação de base? Afinal, a
administração tem alguns conjuntos de técnicas que fazem dela uma ciência. Será que
nossos gestores as conhecem de verdade? E se as conhecem, sabem aplicá-las? Entre o
conhecimento teórico e prático existe uma grande distância.
Diante de um problema grave que persiste há bastante tempo numa instituição e que
requer esforço de aprendizado por parte do gestor – para apreender, processar e propor
uma solução –, muitas vezes se escolhe um atalho: a solução miraculosa que maquia, mas
não resolve. Mas essa já é outra história.