A política de reajuste dos planos de saúde: discussões sobre a alteração da metodologia de reajuste dos planos individuais/familiares no âmbito da ANS
Carregando...
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Resumo
Objetivos: A monografia teve como principais objetivos compreender as razões
pelas quais a ANS calcula o teto de reajuste anual dos planos individuais com base
na média dos reajustes dos planos coletivos e contribuir com o avanço da discussão
sobre uma eventual alteração dessa política. Limites: A pesquisa considerou
apenas o segmento de planos de assistência médica, focando em um dos
componentes da regulação econômica: o reajuste anual. Metodologia: Pesquisa
bibliográfica e exploratória, com abordagem qualitativa e natureza documental, a
partir de textos científicos publicados na internet, de dados e informações publicadas
no site da ANS e de documentos produzidos no âmbito da Câmara Técnica
2010/2011 e do Comitê de Regulação e Estrutura dos Produtos 2017/2018, acerca
da construção de uma nova metodologia de reajuste anual dos planos individuais.
Resultados: A metodologia adotada pela ANS baseia-se na Yardstick Competition,
a qual possui certa racionalidade econômica por refletir o poder de barganha dos
grupos nas negociações de reajuste, mas apresenta limitações, como a falta de
transparência, sendo apontada, pelas operadoras, como um dos fatores
desestimuladores da oferta de planos individuais. A alternativa estudada pela ANS
desde 2010, no intuito de superar essas limitações e estimular a eficiência do setor,
tem como fundamento o Price-Cap, porém, existem dificuldades na definição dos
componentes da fórmula, principalmente na construção de um índice setorial que
reflita a variação dos preços e a utilização dos serviços pelos beneficiários; que
permitia a sustentabilidade das operadoras; e que viabilize a oferta de planos
individuais. Desse modo, mesmo após a realização de vários estudos e debates com
o setor regulado, a Diretoria Colegiada da ANS não aprovou o encaminhamento da
2
proposta da nova metodologia de reajuste para consulta pública. Conclusões: Para
o desenvolvimento de uma fórmula baseada no Price Cap, sugeriu-se a construção
de um índice setorial (I) em cooperação técnica com o IBGE, com ponderações que
reflitam a variação do consumo e as diferentes cestas de serviços oferecidas; e o
estabelecimento de direções e metas assistenciais para a definição do fator de
estímulo à produtividade do setor (X). Observou-se, também, a necessidade de
desenvolvimento de softwares que facilitem a recepção e o processamento de
informações, a realização de testes/simulações, o envolvimento das demais
diretorias e a disponibilização de informativos em linguagem mais didática, a fim de
possibilitar que os públicos interno e externo participem da discussão.